quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aécio: senador diz que PT teme debate democrático com a oposição

Aécio 2014: “Governo está assustado com o ambiente pré-eleitoral. Por isso, quer, pela força, na marra, inibir outras candidaturas”, afirmou o senador.





Aécioeleições presidenciais de 2014

Fonte: Site senador Aécio Neves

Aécio Neves diz que governo federal teme debate com a oposição

Aécio 2014: senador participou do lançamento do Promessômetro. Na foto, com o dep. Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara. Foto Alexssando Loyola

senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, (17/04), em Brasília, que o governo federal teme o debate com as oposições e trabalha para dificultar o surgimento de novos candidatos na disputa pela presidência da República em 2014.

Ao participar do lançamento do Promessômetro – ferramenta criada pelo Democratas para acompanhar em tempo real as promessas não cumpridas da presidente Dilma Rousseff, o senador voltou a criticar o uso da máquina pública pelo PT para objetivos eleitorais e disse que o governo está assustado com o fraco desempenho da economia.

“Acho que essa ação tão contundente do governo demonstra uma enorme preocupação do governo com as eleições de 2014. Com a fragilidade da economia, com a retomada, infelizmente, da inflação, com o crescimento pífio da economia, com a ausência de ações efetivas na saúde, na segurança, com a péssima qualidade da educação. O governo está assustado com o ambiente pré-eleitoral. Por isso, quer, pela força, na marra, inibir outras candidaturas”, afirmou Aécio Neves.

senador criticou o rolo compressor do governo sobre sua base na Câmara dos Deputados que levou à aprovação, na noite de ontem, de medidas que dificultam a criação dos partidos de apoio à ex-ministra Marina Silva e à fusão do PPS e PMN, todos de oposição ao PT. O senador destacou a mudança de atitude do governo que, ano passado, apoiou a criação do PSD.

“O governo federal, quando lhe interessa, cria partidos, estimula e dá instrumentos para criação. Quando acha que podem prejudicá-lo, age como rolo compressor. A presença de outras candidaturas eleva o debate. E o governo tem que saber que, em uma democracia como o Brasil, ninguém pode querer ganhar uma eleição por WO”, afirmou.

Pluralidade

senador Aécio Neves defendeu o lançamento de várias candidaturas nas eleições presidenciais de 2014, em favor de um debate amplo e democrático sobre o país.

“Saúdo e estimulo a candidatura do companheiro Eduardo Campos, até porque ela traz também um tom crítico importante em relação ao governo. A candidatura da ex-ministra Marina Silva é importante para darmos pluralidade ao debate, e o governo busca cerceá-la com a força da sua base, dos cargos que ocupa hoje, em uma ação nada democrática”, disse.

Promessômetro

No lançamento do Promessômetro, Aécio Neves destacou também a importância de instrumentos de fiscalização e cobrança sobre promessas eleitorais feitas pelo governo do PTAécio afirmou que o cidadão não pode ter acesso apenas à propaganda oficial, que distorce a realidade.

“O cidadão precisa ter informações que não sejam só aquelas da propaganda oficial, ufanista, que mostra um Brasil que não tem correspondência na realidade. No momento em que assistimos o governo fazer uma propaganda como se fosse possível acabar com a miséria no Brasil por decreto, é importante que tenhamos instrumentos – e o Democratas hoje oferece um importante – para que percebamos que o Brasil avançou sim, pela contribuição e construção de muitas gerações de brasileiros, mas precisa ainda percorrer um longo caminho para ser um Estado equilibrado, onde a justiça social seja ampla e distribuída para todos”, afirmouAécio.

Aécio defende TRF em Minas ao lado de Joaquim Barbosa

Aécio: Joaquim Barbosa participou ao lado do senador e do governador Antonio Anastasia da cerimônia de entrega da medalha da Inconfidência.




Aécio: medalha da Inconfidência


Fonte: Valor Econômico

Aécio defende criação de tribunal federal em Minas

Aécio Neves: TRF Minas

Duas semanas depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, ter feito duras críticas à criação de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) pelo país, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse, neste domingo, que conversou com ele sobre o assunto. Aécio é um defensor do tribunal em Minas Gerais.

Os dois estiveram sentados lado a lado por mais de uma hora no palco armado na Praça Tiradentes, em Ouro Preto (MG), na cerimônia de entrega da medalha da Inconfidência a 164 pessoas. Barbosa foi o principal homenageado. A ele o governador Antonio Anastasia (PSDB) concedeu o Grande Colar, o mais alto grau da medalha criada há 62 anos pelo governo mineiro.

“Chegamos a conversar um pouco sobre isso”, disse o senador após a cerimônia, ao ser perguntado sobre os novos tribunais. “Obviamente eu respeito as posições do ministro. Mas ele também, acredito, concorda que, de todos os tribunais aprovados, o mais relevante é o de Minas Gerais“, disse Aécio, que acrescentou que continua achando que o tribunal no Estado “precisa ser criado para desafogar a Justiça Federal“.

No início do mês, em reunião com magistrados, Joaquim Barbosa disse que a aprovação da proposta de emenda à Constituição que criou quatro novos Tribunais Regionais Federais, com sede em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Manaus, foi fruto de “uma negociação na surdina”. E disse também: “Tenho certeza de que essas sedes (de tribunais) serão construídas em resorts e praias.” Barbosa ainda disse, no encontro, que a aprovação de novos TRFs foi uma irresponsabilidade porque deverá, segundo ele, triplicar o número de juízes no Brasil. “Essa é uma visão corporativa. A Justiça Federal vem se interiorizando de maneira impensada e irracional. É um movimento de irresponsabilidade. Eu gostaria de ter sido ouvido pelo Congresso, e não fui.”

No evento em comemoração à Inconfidência Mineira, o presidente do Supremo evocou os princípios de liberdade e igualdade de Tiradentes para fazer uma defesa das políticas de cotas em universidades para estudantes negros. Segundo Joaquim Barbosa, o princípio da igualdade que marcou a luta dos inconfidentes mineiros e que pressupõe que “todos os seres humanos merecem ser tratados com mesma consideração” impõe ao Estado o “dever de garantir a igualdade de todos, sobretudo mediante de políticas voltadas a conferir direitos e outorgar proteção àqueles que eventualmente se encontrem em situação de vulnerabilidade”.

Em seu pronunciamento, Barbosa ainda afirmou que no Brasil contemporâneo “há progressos recentes na promoção do ideário de igualdade de Tiradentes”, como é o caso do reconhecimento da desigualdade, da exclusão social histórica de que foi vítima um segmento chave no Brasil, os negros. Foi esse reconhecimento, que “levou o Supremo Tribunal Federal a chancelar as políticas de ações afirmativas para grupos sociais hipossuficientes em universidades públicas”. “Mas todos nós sabemos que muito ainda há de ser feito para que tenhamos uma aceitável igualdade de oportunidades para todos nós”.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

2014: Aécio e os economistas na disputa

Aécio: no tabuleiro de 2014 o controle da inflação e a política monetária que vão servir de parâmetro para avaliar o desempenho do Governo Dilma.



Aécio: 2014


Aécio e os economistas na disputa de 2014

Aécio e os economistas na disputa de 2014

Fonte: Valor Econômico

Os economistas que disputam 2014


Por Maria Cristina Fernandes

Aécio Neves e Eduardo Campos formaram-se em economia na década da hiperinflação.

Aécio entrou para o curso de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio aos 19 anos. Transferiu-o para a PUC de Minas onde se formaria em 1984, aos 24 anos.

Eduardo Campos entrou para o curso de economia da Universidade Federal de Pernambuco em 1982, aos 16 anos e se formaria quatro anos depois.

Onde cortar para a conta fechar vai ficar para 2015

Aécio dividiu-se entre a faculdade e o governo do avô, eleito em Minas em 1982.

No último ano do curso, Campos presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. O brasilianista Werner Baer percorria escolas brasileiras e oferecia bolsas de pós-graduação na Universidade de Illinois. Tentado, Eduardo optaria por ficar em Pernambuco para assessorar o avô.

Tivesse aceito, seria colega de outro economista brasileiro formado naquela atribulada década de 1980, Alexandre Tombini. Depois de concluir economia na Universidade de Brasília em 1984, Tombini foi levado por Baer no ano seguinte para Illinois de onde sairia PhD.

Quando os três economistas da mesma geração deixavam a universidade, Dilma Rousseff, outra economista, assumia a Secretaria de Finanças da Prefeitura de Porto Alegre.

Daquela atribulada década de 1980 até hoje, dois momentos passaram à história como aqueles em que o adiamento de medidas econômicas pelo calendário eleitoral mais impacto tiveram sobre a política e a economia.

Os três economistas que devem se encontrar em 2014 assistiram àqueles momentos em postos distintos.

A história é conhecida. Em 1986 José Sarney via o Plano Cruzado vazar por todos os lados com o fracasso do congelamento. Seis dias depois da eleição que deu ao PMDB de Sarney 22 dos 23 governos estaduais e mais da metade das cadeiras da Câmara dos Deputados, veio o Plano Cruzado II, que liberou a inflação represada e afundou os anos finais do sarneísmo.

Aécio foi um dos 260 deputados eleitos na esteira do Plano Cruzado. No meio do mandato constituinte entraria como fundador no partido que até hoje tem no combate à inflação seu mais importante ativo eleitoral.

A mesma eleição levaria Miguel Arraes de volta ao governo do Estado e, com ele, o neto se tornaria chefe de gabinete. A crise aberta com o fracasso do Plano Cruzado faria sangrar o PMDB. Arraes deixaria o partido em direção ao PSB levando o neto.

O fracasso do Plano Cruzado II também precipitaria a candidatura de Leonel Brizola à Presidência na qual Dilma se engajaria, aproximando-se dos petistas gaúchos no segundo turno com o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva.

Doze anos e muitos planos depois o Brasil mais uma vez via coincidirem calendário eleitoral e a premência de medidas econômicas impopulares.

Fernando Henrique Cardoso disputou a reeleição em 1998 com sinais evidentes de deterioração do Real. Seus efeitos só chegariam à população dois meses depois da reeleição quando o governo se decidiu pela desvalorização da moeda.

Naquele ano Aécio seria reeleito à Câmara dos Deputados com a maior votação nominal do país e, neste mandato, chegaria à Presidência da Casa.

Em 1998, depois de passar quatro anos em oposição a FHC e enfrentar o desgaste da operação capitaneada pelo neto na emissão de precatórios judiciais, Arraes perderia a reeleição.

Naquela eleição o PT conquistaria o governo gaúcho e convidaria a então doutoranda em economia na Unicamp, Dilma Rousseff, para a secretaria de Minas e Energia, cargo que exercia ao conhecer Lula.

Um economista que gere uma das maiores carteiras de investimento do país e não frequenta a Casa das Garças diz que desde a chegada do PT ao poder este é o momento que mais se assemelha àqueles vividos em 1986 e 1998.

Não vê como o que chama de desalinhamento de juros, câmbio e salários possa chegar até o fim deste governo sem cobrar um preço exageradamente alto em 2015.

Desta vez, a encruzilhada de calendário eleitoral e política monetária atingem mais definitivamente Aécio e Campos. Os dois contendores de Dilma distinguiram-se em suas reações ao Copom.

Talvez protegido pelo colchão de segurança de seu partido no mercado, Aécio classificou de ‘lamentável’ os 0,25% do Copom, associando a alta à falta de compromisso da presidente com os pilares da economia estabelecidos no governo tucano.

Um economista foi contratado para encontrar-se semanalmente com Aécio. Ainda não se conhecem suas ideias de política econômica mas sabe-se que, no governo, o senador mineiro seria mais próximo dos pais do Real do que o candidato tucano que o antecedeu, José Serra.

Campos não goza das mesmas referências de seu provável adversário de 2014. Os encontros já havidos entre o governador e economistas da Casa das Garças foram negados por estes últimos. Talvez por isso precise ser mais claro sobre o que pensa.

Depois de tergiversar nos últimos tempos sobre o tema, o governador deu uma sinalização que não o distancia da atual condução ao dizer que um aumento na taxa básica de juros não seria um desastre.

“A política monetária tem que funcionar na direção de preservar uma conquista brasileira, que foi a contenção da inflação”. A frase é de Campos, mas poderia ser de Dilma.

Se a política monetária for capaz de segurar a inflação, a presidente ganha tempo para não colocar a questão fiscal em jogo. Daqui até a eleição de 2014 a curiosidade dos investidores em saber onde e como os gastos públicos serão cortados aumentará tanto quanto a disposição dos postulantes em não se pronunciar sobre o tema.

Se o Copom continuar nessa toada os extraordinários 96,5% de reajustes salariais acima da inflação em 2012 (Dieese) podem não se repetir este ano. Mais difícil é conter a pressão de gastos públicos atrelados ao salário mínimo.

O contrato social em vigor prevê carga tributária elevada para financiar a expansão do consumo e dos investimentos, mas apenas o primeiro quesito foi alcançado. Não se espere que os candidatos economistas respondam se será possível fazê-lo sem revogar a lei que indexa o salário mínimo.

Aécio parabeniza novo Portal do PSDB Mulher

Aécio Neves: para o senador o Portal é mais um meio para a participação efetiva das mulheres nas decisões do PSDB.




Aécio Neves: PSDB Mulher


Fonte: PSDB Mulher

Aécio Neves saúda o Portal do PSDB Mulher






Aécio Neves saúda o Portal do PSDB Mulher

Aécio Neves: PSDB Mulher

Aécio parabeniza novo Portal do PSDB Mulher

 Em vídeo, o senador Aécio Neves – PSDB-MG parabeniza o lançamento do Portal do PSDB Mulher. Para Aécio Neves, o Portal é mais um meio para a participação efetiva das mulheres nas decisões do partido, um novo canal de discussão de políticas públicas que se abre para todos os estados e municípios brasileiros. Sobre o PSDB MulherAécio Neves declara: “Nenhum partido político brasileiro tem um segmento tão atuante, tão vigoroso e tão qualificado como tem o PSDB”.

Vozes do Morro: Andrea Neves entregará100 cópias dos CDs e DVDs º

Vozes do Morro: 2 Andrea Neves, programa tem "cunho social muito importante ao romper barreiras sociais e criar vínculos entre as pessoas e as comunidades.’’


Fonte: Servas


Músicos do Vozes do Morro, recebem cópias de CDs e DVDs de sua produção musical




Músicos e bandas selecionados pelo programa Vozes do Morro 2011/2012 receberam, na sede do Servas, as 100 cópias dos CDs e DVDs de sua produção musical.

Durante o ano, os selecionados tiveram sua música divulgada, por meio de clipes e spots, em espaços cedidos gratuitamente pelas principais emissoras de rádio e televisão do Estado, por meio de parceria com o Sindicato das empresas de rádio e televisão de Minas Gerais/SertMG, o que significou tornar esse trabalho conhecido e divulgado e reconhecido em todo o

O Vozes do Morro é um programa do Servas, Governo de Minas, e SertMG, que abre oportunidade para a divulgação de criações musicais inéditas e todos os gêneros, selecionados por um júri integrado por conceituados músicos, críticos e especialistas do universo cultural e musical de Minas.

‘’ O Vozes do morro tem um cunho social muito importante que vai além de divulgar a diversidade de linguagens musicais, ao romper barreiras sociais e criar vínculos entre as pessoas e as comunidades’’ avalia a presidente do Servas Andrea Neves.

Em 2011/2012 foram selecionados 13 músicos/grupos: ADS – Aliados do Senhor, banda de rap/gospel; de Betim; Douglas e Leon, dupla sertaneja da Vila Pinho, Barreiro, em BH;  Evandro Emeci, artista solo; gênero hip hop, do Alto Vera Cruz, em BH;  Fabinho do Terreiro , artista solo; gênero samba; dom Esplanada, em BH; Lúcio Monteiro, artista solo; gênero musical infantil, da Vila Cristina, em Betim; Marcello Matos, artista solo; gênero sertanejo, de Ribeirão das Neves; Nascidos do Samba, banda de samba/pagode, do Beco Cristal/Santa Teresa, em BH; Raça DMCS, banda de rap, de Betim, com 3 componentes;  Ralfe Rodrigues,  artista solo; gênero MPB; do bairro Bandeirantes, Sabará; Rannah, banda de pop/rock; do Bom Jesus, em BH; tem 5 componentes; Sem Meia Verdade, gênero rap/hip hop, do São Gabriel, em BH; banda com 3 integrantes; Tambor de Matição, banda de MPB/regional; de Jaboticatubas, com 8 componentes: Vanderli & Wardel, dupla sertaneja, do Aarão Reis, em BH.

Veja também: www.facebook.com/ServasMG

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Senador Aécio Neves diz que Dilma age com truculência

Aécio Neves: senador disse que presidente tem medo de perder em 2014 e criou uma uma agenda que apequena o cargo.



Aécio Neves: eleições 2014


Fonte: O Globo

Aécio acusa presidente de agir com truculência

Senador tucano diz que Dilma teme embate em 2014

BRASÍLIA  Em ato político realizado pelo DEM para fazer um balanço das promessas não cumpridas pelo governo, o pré-candidato do PSDB a presidente, senador Aécio Neves (MG), disse que a presidente Dilma Rousseff quer ganhar por W.O (sem adversários) e está agindo com truculência para abafar outras candidaturas, porque está assustada com o embate em 2014. No ato, batizado de “promessômetro”, os democratas apresentaram levantamento feito pelo economista Carlos Eduardo Freitas, ex-economista do Banco Central, mostrando que o governo não entregou 74% das promessas previstas para 2011 e 2012.

Gráfico “boca de jacaré”

Todos bateram duro no que chamaram de “obsessão” de Dilma com a reeleição. Aécio disse que essa obsessão e o medo do crescimento de outras candidaturas está levando Dilma a uma agenda que apequena o cargo de presidente: correr o Nordeste, reduto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB); e Minas Gerais, entregando retroescavadeiras e tratores a prefeitos, uma atividade antes delegada a secretários.

Aécio disse que o rolo compressor usado pelo governo para aprovar o projeto que impede novos partidos de ter acesso a tempo de TV e Fundo Partidário é outro indicativo do medo de perder em 2014:

- Ninguém pode querer ganhar por W.O. Isso mostra a enorme preocupação do governo com 2014. A presidente Dilma está assustada com o que está por vir e teme o embate. O governo está assustado com o ambiente eleitoral e quer enterrar outras candidaturas de forma truculenta.

O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), explicou o estudo que embasou o
“promessômetro” e disse que o gráfico da “boca do jacaré” – linha da inflação lá no alto e do PIB lá embaixo – vai engolir o governo e levar à derrota na disputa de 2014.

- Em 2014 teremos muito mais chances de vencer que (a oposição) na Venezuela. Ao invés de 1,6% de diferença, vamos ganhar eleição por uma margem de 16% – disse Caiado, que ironizou a paralisia da transposição do Rio São Francisco, chamando as obras de “pista de skate de bodes”.

- O governo é ótimo em inaugurar promessas e não entregar obras – disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN).

Aécio aproveitou o plenário repleto, onde foi realizado o ato, para ressaltar a parceria antiga com o DEM. Disse que o método de cooptação do governo aproxima mais ainda PSDB e DEM.

Sobre a criação do novo partido com a fusão do PPS e PMN, que tende a fechar com Eduardo Campos, o senador tucano disse que apoia qualquer ação que fortaleça o debate e crie alternativas para a disputa de 2014. Aécio também saudou o tom crítico trazido por Eduardo Campos à política econômica.

- O aumento da taxa de juros é lamentável, porque o mundo todo caminha para sua redução. Mas o governo Dilma foi leniente com o controle da inflação e o resultado está aí. O governo flexibilizou os pilares do ajuste fiscal por sua própria responsabilidade – disse Aécio.

Aécio Neves: Dilma quer inibir ‘na marra’ novos partidos em 2014

Aécio 2014: “Há, dentro do governo, um viés ideológico que atrapalha o avanço de parcerias importantes. Nós estamos dez anos atrasados em tudo”, disse o senador.



Aécio: eleições 2014


Fonte: Valor Econômico

Para Aécio, Dilma tenta inibir criação de legendas por temer 2014

Aécio: eleições 2014

Aécio: critica comportamento de Dilma em relação à criação de novos partidos.

senador Aécio Neves (PSDB-MG) adotou ontem tom mais contundente nas críticas à presidente Dilma Rousseff, em evento do Democratas, partido aliado do PSDB na oposição. Provável candidato à Presidência da República em 2014Aécio disse que Dilma está “assustada” com a disputa eleitoral do próximo ano e por isso quer inibir “na força” e “na marra” a criação de novos partidos.

“Ela demonstra estar assustada com o que está por vir. Seja pela economia, crescimento pífio, somado ao recrudescimento da inflação e à ineficácia das medidas paliativas, por um lado, e aos gargalos de infraestrutura, que ela não consegue ultrapassar em função de falta de compreensão de que a parceria com o setor privado é essencial. Há, dentro do governo, um viés ideológico que atrapalha o avanço de parcerias importantes. Nós estamos dez anos atrasados em tudo, portos, aeroportos, rodovias, ferrovias”, disse. Para o senador, Dilma age em 2013 como se estivesse em 2014.

Segundo Aécio, a agenda da presidente em Minas Gerais, onde foi inaugurar conjuntos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida e entregar retroescavadeiras e outros equipamentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), “é a agenda do PT, agenda de parlamentar, de prefeito e não de presidente da República“.

Com relação à pressão inflacionária, disse que, se houver aumento da taxa de juros será “lamentável” e por responsabilidade do governo Dilma, “porque não se pode mais terceirizar o problema”. Para Aécio, o governo não tratou da pressão inflacionária com a rigidez que deveria e flexibilizou os três pilares da política econômica deixados pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

senador criticou a articulação de lideranças governistas para tentar aprovar na Câmara dos Deputados projeto de lei que impede que novos partidos recebam tempo de televisão e recursos do fundo partidário correspondentes aos deputados que atrair.

A ação dos governistas acontece num momento em que a ex-senadora Marina Silva tentar criar seu partido para disputar a Presidência da República e o PPS realiza fusão com o PMN, numa nova legenda que poderia apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

“O governo, quando interessa criar um partido, estimula e dá os instrumentos. Quando acha que esses partidos podem prejudicá-lo, age como rolo compressor. Não é um bom exemplo que o governo do PT, mais uma vez, dá. (…) Numa democracia como é a brasileira, ninguém pode querer ganhar uma eleição por WO”, disse.

As declarações de Aécio foram feitas em entrevista concedida após participar de evento do DEM, no qual foram apresentados resultados do “Promessômetro”, instrumento criado pela legenda em 2011 para acompanhar o cumprimento das promessas feitas por Dilma campanha.

Pelos dados levantados por economistas, das 91 promessas para os primeiros dois anos, escolhidas para o acompanhamento, Dilma não cumpriu 67 (74%). “O governo é ótimo para inaugurar promessas e não entregar obra”, disse o senador José Agripino (RN), presidente nacional do DEM. (RU)